“Nesta parte da leitura proponho ao leitor um desafio. Acredito que nossa maior força é o subconsciente. Ele armazena coisas tão triviais e fazem elas criarem um sentido complexo. Ele armazena coisas complexas de forma trivial. Diminui a dor ou aumenta a seu desejo, através de um código de conduta completamente desconhecido. Pense em um animal (mitológico ou real) e escreva seu nome. Faça isso de novo com outro. E agora com outro. Segundo Freud sua primeira escolha como os outros te veem. A segunda o que você realmente é. A terceira sua perspectiva de transformação. Normalmente começa-se escolhendo animais mais próximos, mais fofos e conclusivamente menos agressivos. Depois disso um mais resistente e por fim um realmente impositor. Se fosse proposto tal teste a Alighiere quais animais ele escolheria? Ele faria o contrário. Todos o viam como monstro e talvez até ele o fizesse. Mas ele queria ser bom. O que ele mais ansiava era o Paraíso. Não consigo parar de pensar nisso.” capítulo 3: psicologia aplicada sobre o autor, Dantismo, o sonho - Matthew Andrews
O dia seguinte começou cedo para Matt. Mesmo ficando acordado até tarde estudando alguns textos seisencistas ele se sentia incrivelmente bem. Ele vestiu seu roupão e foi até o banheiro da sala. Luna sentada no chão em frente a porta. Seus olhos estavam inchados. Ela não tinha dormido aquela noite?
- Luna, você está bem? - Falava enquanto a colocava no colo. - Sim, papai. Tive um daqueles sonhos de novo. Não consigo mais dormir.
- Venha, filha. Papai irá te colocar pra dormir. Está tudo bem.
Aquilo acontecia tão frequentemente quanto Matt ficava preocupado: o tempo todo. Certa vez ele a levou em um psicólogo especialista em sonhos. De sua fala ele nunca esquecera:
- Sonhos como este têm uma forte conexão com a realidade. O senhor deve negar tudo até que ela seja forte o bastante pra aguentar.
Naquela manhã, em particular, era um importante dia para Luna e Matt. Se tratava de um sábado e como de costume os dois faziam o dia do pai e da filha. Eles nunca planejavam nada antecipadamente mas combinavam de passar o dia todo juntos. A porta do quarto de Matt ainda estava aberta. Ele tomou cuidado com os degraus e adentrou. Seus livros empoeirados eram numerosos e ocupavam a maioria dos espaços.
- Papai, o sonho está cada vez mais real.
- Conte-me como foi, filha.
- Eu estava sendo carregada por uma mulher de olhos verdes e cabelo preto liso. Ela corria. Eu ouvia sua respiração. Estava frio e o mais estranho é que chovia sangue. Eu tenho certeza que era sangue. Ela me colocou em um cesto e me empurrou num rio. Ela tentou correr, mas ele a pegou. A PEGOU, PAPAI! - Disse isso disparando em choro.
- Quem a pegou? Quem? Diga logo! - Disse demonstrando frieza.
- Eu não sei… eu juro que não sei - Chorando cada vez mais.
- Desculpe-me, filha. Esqueça isso e deite-se.
- Conte-me como foi, filha.
- Eu estava sendo carregada por uma mulher de olhos verdes e cabelo preto liso. Ela corria. Eu ouvia sua respiração. Estava frio e o mais estranho é que chovia sangue. Eu tenho certeza que era sangue. Ela me colocou em um cesto e me empurrou num rio. Ela tentou correr, mas ele a pegou. A PEGOU, PAPAI! - Disse isso disparando em choro.
- Quem a pegou? Quem? Diga logo! - Disse demonstrando frieza.
- Eu não sei… eu juro que não sei - Chorando cada vez mais.
- Desculpe-me, filha. Esqueça isso e deite-se.
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