sábado, 16 de julho de 2016

[Sexismo] [Art. Op.] Por que não respeito o feminismo?

“Os lugares mais sombrios do Inferno estão reservados àqueles se mantiveram neutros em tempos de crise moral” – Autor desconhecido.

Sabe-se que hoje, em todo mundo, um dos temas mais decorrentes desde rodas de conversa coloquiais até parlamentos políticos é a necessidade de garantir os direitos básicos as mulheres como sufrágio, igualdade salarial, direito de ir e vir dentre outros.
Uma coisa é certa: socialmente as mulheres têm tendências a serem desrespeitadas mais facilmente perante aos homens. Biologicamente falando, na raça humana o corpo feminino é mais frágil que o masculino. Tal fato é reintegrado na Constituição Federal a qual demonstra-o através do Artigo 40, inciso 3º que estabelece um prazo trabalhista menor para a mulher.
Isso provocou, ao longo dos anos desde a pré-história, uma diferenciação por sexo enorme na sociedade mundial. Sabemos que hoje, por exemplo, três em cada cinco mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos e que mais de vinte e cinco milhões de homens morreram apenas na segunda guerra mundial.
Tentando acabar com todo esse sexismo surgiu então, em período próximo à Revolução Francesa, o movimento feminista. Representado necessariamente por mulheres, tais correntes ideológicas variam muito em suas ideias. Algumas delas lutam pelo, além da igualdade de gênero, fim do capitalismo pois acreditam que o capital fez com que o homem assumisse um papel mais importante que o da mulher, pois ele pôde trabalhar desde o princípio da história, por exemplo.
Todas as correntes ideológicas feministas afirmam que lutam pelos direitos negados tanto ao homem quanto à mulher, porém isso não ocorre de fato. Vivemos hoje a chamada “Terceira Onda Feminista” que busca contestar as definições essencialistas da mulher. Ela é a primeira fase do movimento que admite as diferenças biológicas entre mulheres e homens. Isso é contraditório, pois as feministas de hoje continuam defendendo que a maioria das diferenças biológicas que a sociedade (conservadora) diz existirem são, na verdade, uma construção social. Partindo desse ponto as feministas defendem que todo homem é um estuprador em potencial pois, além de serem biologicamente mais fortes, foram ensinados que podem estuprar.
Isso é chamado de “Cultura do Estupro”. Nela mesma já há problemas muito sérios. O maior, em minha opinião, é defender que todo e qualquer homem é um estuprador e que essa tendência se aplica na mesma proporção. É idiota dizer que, um homem com nenhum antecedente criminal, que não usa bebidas alcoólicas e que tem um perfil psicológico calmo tem a mesma tendência de cometer tal crime hediondo que um psicopata ou, trazendo para uma realidade mais comum, que um homem machista com abusos sexuais no seu histórico recente.
Outro erro de concordância é afirmar que a vítima, em casos de estupro, nunca é tratada como tal. A grande maioria dos casos de estupro que caíram em conhecimento público a população em geral se comportou de forma contrária do que feminista preveriam: condenaram o(s) estuprador(es) e defenderam a vítima. Esse argumento feminista tem caráter manipulador e não revelador, como todo argumento ideológico deve ter.
A “Cultura do Estupro” além de causar, na minha opinião, risadas acaba gerando na população intelectual profundo pejo, vergonha alheia.

A terceira onda feminista é, para mim, a de maior caráter filosófico pois busca uma reflexão interna sobre o quê, de fato, define o gênero de uma mulher.

"Ninguém nasce mulher: torna-se mulher…" - Simone de Beauvoir

A grande maioria das feministas seguem a linha de pensamento de Simone de Beauvoir, intelectual feminista. Ela defende que o sexo não define o gênero pois o último é uma construção social. Surgiram então muitos termos para ajudar a definir identificações sexuais e generalistas, como cis (ser igual em gênero e sexo) e trans (ser diferente em gênero e sexo).
Esse conjunto de ideias é chamada “Ideologia de gênero”wque é outro ponto falho do feminismo. Um homem que se declara mulher, ao ver feminista, passa a ser necessariamente considerado uma mulher por todas as leis. Seria justo ele aposentar como uma mulher? Claro que não. A assembleia constituinte entendeu que, uma mulher, por ter o corpo mais frágil e por, em vários casos, abandonar sua carreira para cuidar dos filhos precisa receber aposentadoria mais cedo para ser justo. Esse homem, que nunca teve um corpo frágil nem teve filhos, não pode aposentar como uma mulher.
Além disso, sendo esse homem um estuprador em potencial segundo a “Cultura do Estupro”, pode ele frequentar banheiros femininos? Não, novamente. Mesmo que ele tenha construído uma identidade feminina completamente (o que anularia meu último argumento) ele constrangeria todas as mulheres presentes nos banheiros públicos, principalmente as crianças.
Por último, analisando as postagens e reinvindicações feministas vemos que só há preocupação real na busca de direitos negados femininos e não masculinos. Há negação de problemas que homens enfrentaram, como os vinte e cinco milhões que morreram nas Segunda Guerra Mundial. Sempre que vemos um homem alegar isso ele é chamado de vitimista por uma feminista. Isso já contraria todas as falsas ideias do movimento.
Tais problemas masculinos, criados por uma necessidade histórica, são gritantes ainda hoje. O mais evidente é o alistamento militar obrigatório. Viver ciente que na próxima guerra você terá que segurar um fuzil e atirar até a morte talvez seja tão medonho quanto viver com medo de um estupro. Grande parte das vagas de empregos de alto risco (como mineradoras) são ocupadas por homens. A maior parcela dos suicídios é cometida por homens. O feminismo se mostra cego perante a isso e pior, se mostra completamente indisposto a ver.

“Não há covardia mais torpe que a covardia da inteligência, a burrice voluntária, a recusa de juntar os pontos e enxergar o sentido geral dos fatos. ” – Olavo de Carvalho
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E mesmo com todos os problemas que os homens sofrem e as mulheres não as feministas ainda se veem no direito de dizer que o feminismo, mesmo sendo um movimento que busca a “igualdade de gênero” (ao menos à primeira vista), precisa necessariamente ser feito por mulheres. Isso é chamado de “Empoderamento Feminino”. Buscar igualdade de gênero através de um movimento que não tem igualdade de gênero como base É MUITA HIPOCRISIA.

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