“Os lugares mais
sombrios do Inferno estão reservados àqueles se mantiveram neutros em tempos de
crise moral” – Autor desconhecido.
Sabe-se que hoje, em todo mundo,
um dos temas mais decorrentes desde rodas de conversa coloquiais até
parlamentos políticos é a necessidade de garantir os direitos básicos as
mulheres como sufrágio, igualdade salarial, direito de ir e vir dentre outros.
Uma coisa é certa: socialmente as
mulheres têm tendências a serem desrespeitadas mais facilmente perante aos
homens. Biologicamente falando, na raça humana o corpo feminino é mais frágil
que o masculino. Tal fato é reintegrado na Constituição Federal a qual demonstra-o
através do Artigo 40, inciso 3º que estabelece um prazo trabalhista menor para
a mulher.
Isso provocou, ao longo dos anos
desde a pré-história, uma diferenciação por sexo enorme na sociedade mundial.
Sabemos que hoje, por exemplo, três em cada cinco mulheres jovens já sofreram
violência em relacionamentos e que mais de vinte e cinco milhões de homens
morreram apenas na segunda guerra mundial.
Tentando acabar com todo esse
sexismo surgiu então, em período próximo à Revolução Francesa, o movimento
feminista. Representado necessariamente por mulheres, tais correntes ideológicas
variam muito em suas ideias. Algumas delas lutam pelo, além da igualdade de
gênero, fim do capitalismo pois acreditam que o capital fez com que o homem
assumisse um papel mais importante que o da mulher, pois ele pôde trabalhar
desde o princípio da história, por exemplo.
Todas as correntes ideológicas
feministas afirmam que lutam pelos direitos negados tanto ao homem quanto à
mulher, porém isso não ocorre de fato. Vivemos hoje a chamada “Terceira Onda
Feminista” que busca contestar as definições essencialistas da mulher. Ela é a
primeira fase do movimento que admite as diferenças biológicas entre mulheres e
homens. Isso é contraditório, pois as feministas de hoje continuam defendendo
que a maioria das diferenças biológicas que a sociedade (conservadora) diz
existirem são, na verdade, uma construção social. Partindo desse ponto as
feministas defendem que todo homem é um estuprador em potencial pois, além de
serem biologicamente mais fortes, foram ensinados que podem estuprar.
Isso é chamado de “Cultura do Estupro”.
Nela mesma já há problemas muito sérios. O maior, em minha opinião, é defender
que todo e qualquer homem é um estuprador e que essa tendência se aplica na
mesma proporção. É idiota dizer que, um homem com nenhum antecedente criminal,
que não usa bebidas alcoólicas e que tem um perfil psicológico calmo tem a
mesma tendência de cometer tal crime hediondo que um psicopata ou, trazendo
para uma realidade mais comum, que um homem machista com abusos sexuais no seu
histórico recente.
Outro erro de concordância é
afirmar que a vítima, em casos de estupro, nunca é tratada como tal. A grande
maioria dos casos de estupro que caíram em conhecimento público a população em
geral se comportou de forma contrária do que feminista preveriam: condenaram
o(s) estuprador(es) e defenderam a vítima. Esse argumento feminista tem caráter
manipulador e não revelador, como todo argumento ideológico deve ter.
A “Cultura do Estupro” além de
causar, na minha opinião, risadas acaba gerando na população intelectual
profundo pejo, vergonha alheia.
A terceira onda feminista é, para
mim, a de maior caráter filosófico pois busca uma reflexão interna sobre o quê,
de fato, define o gênero de uma mulher.
"Ninguém nasce
mulher: torna-se mulher…" - Simone de Beauvoir
A grande maioria das feministas
seguem a linha de pensamento de Simone de Beauvoir, intelectual feminista. Ela
defende que o sexo não define o gênero pois o último é uma construção social.
Surgiram então muitos termos para ajudar a definir identificações sexuais e
generalistas, como cis (ser igual em gênero e sexo) e trans (ser diferente em
gênero e sexo).
Esse conjunto de ideias é chamada
“Ideologia de gênero”wque é outro
ponto falho do feminismo. Um homem que se declara mulher, ao ver feminista,
passa a ser necessariamente considerado uma mulher por todas as leis. Seria
justo ele aposentar como uma mulher? Claro que não. A assembleia constituinte
entendeu que, uma mulher, por ter o corpo mais frágil e por, em vários casos, abandonar
sua carreira para cuidar dos filhos precisa receber aposentadoria mais cedo
para ser justo. Esse homem, que nunca teve um corpo frágil nem teve filhos, não
pode aposentar como uma mulher.
Além disso, sendo esse homem um
estuprador em potencial segundo a “Cultura
do Estupro”, pode ele frequentar banheiros femininos? Não, novamente. Mesmo
que ele tenha construído uma identidade feminina completamente (o que anularia
meu último argumento) ele constrangeria todas as mulheres presentes nos
banheiros públicos, principalmente as crianças.
Por último, analisando as
postagens e reinvindicações feministas vemos que só há preocupação real na
busca de direitos negados femininos e não masculinos. Há negação de problemas
que homens enfrentaram, como os vinte e cinco milhões que morreram nas Segunda
Guerra Mundial. Sempre que vemos um homem alegar isso ele é chamado de vitimista por uma feminista. Isso já
contraria todas as falsas ideias do movimento.
Tais problemas masculinos,
criados por uma necessidade histórica, são gritantes ainda hoje. O mais
evidente é o alistamento militar obrigatório. Viver ciente que na próxima
guerra você terá que segurar um fuzil e atirar até a morte talvez seja tão
medonho quanto viver com medo de um estupro. Grande parte das vagas de empregos
de alto risco (como mineradoras) são ocupadas por homens. A maior parcela dos
suicídios é cometida por homens. O feminismo se mostra cego perante a isso e
pior, se mostra completamente indisposto a ver.
“Não há covardia mais
torpe que a covardia da inteligência, a burrice voluntária, a recusa de juntar
os pontos e enxergar o sentido geral dos fatos. ” – Olavo de Carvalho
.
E mesmo com todos os problemas
que os homens sofrem e as mulheres não as feministas ainda se veem no direito
de dizer que o feminismo, mesmo sendo um movimento que busca a “igualdade de
gênero” (ao menos à primeira vista), precisa necessariamente ser feito por
mulheres. Isso é chamado de “Empoderamento
Feminino”. Buscar igualdade de gênero através de um movimento que não tem
igualdade de gênero como base É MUITA HIPOCRISIA.